Rio em crise. Ainda mais profunda.

    Funcionários públicos contra a privatização da empresa de saneamento Cedae voltam a protestar nesta quinta feira, 9, no Rio de Janeiro, durante uma sessão extraordinária que apreciaria vetos do governador sobre o projeto que já foi aprovado pelos deputados. Uma vez esses vetos discutidos, o projeto poderá ser aprovado, permitindo o governo do Estado usar ações da Cedae como garantia para empréstimos e poder regular sua situação fiscal. No ano passado o governador já havia decretado calamidade pública para poder usar 3 bilhões dos cofres federais. Há meses que alguns funcionários públicos não recebem seus salários e hoje a noite, familiares de policiais ameaçam repetir os protestos já realizados no Espirito Santo.

    O protesto reuniu funcionários da Cedae, policiais civis, professores, sindicatos, movimentos sociais e black blocs. Estudantes da UERJ também estavam presentes pois sabem o risco que a universidade corre de cair dentro da mesma política de privatização. Houve confronto entre manifestantes e a polícia militar e um estudante de 18 anos teve seu intestino perfurado e foi levado ao hospital. O número de feridos ainda é desconhecido, mas a polícia diz ter usado somente armas não letais, porém foi flagrada a utilização pistolas

Cápsula de munição de pistola utilizada na tarde de ontem

    Com a polícia ocupada, algumas pessoas saquearam lojas e a destruiram as vidraças de bancos, símbolos do capitalismo moderno. Além de ser contra o pacote de políticas que está para ser implementado, os manifestantes pedem agora a saída do governador Pezão.