Conhecendo @s selecionad@s para o Joop MasterClass deste ano!

Neste ano, os selecionados para o Joop Swart Masterclass foram 7 mulheres e 5 homens. Uma pequena vitória. Visto que, na grande maioria de concursos e festivais, os homens estão sempre em maioria. 
O Joop é uma iniciativa do Word Press Photo Fundation, uma organização que apoia o desenvolvimento e a promoção do jornalismo em suas vertentes visuais. Hoje o Word Press Photo ainda é um dos prêmios mais importantes em fotojornalismo e narrativa multimídia no mundo. 
O Joop Swart Masterclass existe desde 1994, e, todos os anos, reúne jovens fotógrafos promissores com fotojornalistas mais experientes para compartilhar e transmitir seus conhecimentos e histórias. 
Neste ano, foram 187 fotógrafos indicados de diversas partes do mundo, sendo 3 deles brasileiros; Felipe Dana, Felipe Larozza e Tiago Coelho. Deste total, 7 jurados, incluindo uma fotógrafa brasileira, Marizilda Cruppe, escolheram os 12 finalistas e participantes do Joop Swart Masterclass. 
São jovens com trabalhos muito consistentes e criativos. Vamos conhecer um pouco de cada um deles? 

ADRIANE OHANESIAN 

Boiling Point // South Sudan  - Ponto de Ebulição // Sudão do Sul

O ensaio retrata o Sudão do Sul, após se tornar o mais novo país do mundo, em 2011. Essa independência, também colocou fim a mais longa guerra civil na África. Porém, não demorou muito, para que tensões étnicas internas se disseminassem por todo o país em dezembro de 2013. Mais de 2,2 milhões de pessoas foram forçadas a fugir de suas casas. Acordos de paz são repetidamente quebrados e os civis continuam sofrendo de um dia para o outro.  

O trabalho de Adriane é uma denúncia brutal desse sofrimento. Um pedido silencioso de ajuda que, após vermos essas fotos, continua a ecoar por nossa mente. 

Para ver o ensaio completo e conhecer mais do trabalho da fotógrafa:

BOILING POINT - PONTO DE EBULIÇÃO
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ALEJANDRO KIRCHUK

Never let you go - Nunca deixa-la ir

Fotografar a família requer coragem. Entrar em suas mais íntimas emoções e reações, conviver com as diferenças. Aprender a respeita-las. Alejandro fotografou seus avós por quase 3 anos, desde o momento em que sua avó, Mônica, foi diagnosticada com Alzheimer, aos 82 anos. A partir daquele momento seu avô, Marcos, dedicou todo o seu tempo para cuidar dela, dando um novo sentido para sua vida, uma nova razão para viver. 

As fotos, demonstram um cuidado e carinho imenso doado por esse avô, que com o avanço da doença tão pouco era reconhecido por Mônica. E ao mesmo tempo, uma nova relação entre neto-avô-avó, sendo que o fotógrafo começou a redescobrir momentos de sua infância a partir deste projeto. Ter um parente com Alzheimer altera a vida de todas as pessoas que vivem perto do paciente.  

Para conhecer o ensaio completo e mais do trabalho do fotógrafo: 

NEVER LET YOU GO 
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DARO SULAKAURI

Terror Incógnita

Um retrato de Pankisi, um desfiladeiro na Geórgia que serve de refúgio para chechenos escaparem guerra mortal em seu país.

A vida adaptada em grupo, o terror de fugir de uma guerra, a solidão, são alguns dos desencadeamentos que uma crise de refugiados pode criar e é o que Daro vai atrás. Desde dezembro de 1994, quando a guerra estourou entre o governo central russo, Pankisi se tornou um ponto de fuga para os refugiados da Chechênia. O desfiladeiro, apesar de não ser reconhecido ou monitorado oficialmente por agências internacionais, é um refúgio do terror patrocinado pelo Estado para milhares de pessoas que, ironicamente, são acusadas de travar o terror em suas casas.  

Para conhecer o ensaio completo e mais do trabalho da fotógrafa: 
TERROR INCOGNITA
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RAHIMA GAMBO

Education is Forbidden - Educação é Proibida

Apoiada pela International Women's Media Foundation (IWMF), Rahima Gambo faz um documentário multimídia que analisa como os alunos retornam à escola no nordeste da Nigéria, no meio do conflito de Boko Haram. As marcas, mais do que visuais, vivem na cabeça desses jovens estudantes. 

Veja aqui o projeto completo "Education is Forbidden". 

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Para conhecer o ensaio completo e mais do trabalho da fotógrafa:
EDUCATION IS FORBIDDEN
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HEBA KHAMIS

Women of villages - Mulheres da Aldeia

Mulheres da aldeia enfrentam grandes desafios em sua jornada cotidiana, uma jornada cheia de luta, mas que também é esperançosa.
A sociedade não pode imaginar um lugar para uma mulher, exceto em sua casa, com sua família e sob o controle do marido. Devido a isso, as mulheres bonitas da aldeia enfrentam uma escolha rígida: eles podem morrer de fome ou quebrar as regras. Cada uma delas tem uma história diferente, mas todas começam no mesmo lugar: quando a fome as empurrou até as lágrimas.
Quando uma mulher sai de sua casa, ela enfrenta um dia cheio de provações e tribulações. Toda manhã ela diz adeus a uma comunidade que a despreza. A carga que carrega em sua cabeça quase a quebra. Ela deve correr para um trem que não vai esperar. Se ela pegar, o trem irá embalá-la, balançando durante as cinco longas horas até seu destino. Quando ela chega, ela enfrenta a incerteza de saber se as pessoas vão comprar ou não os seus bens. Sua esperança é voltar para casa naquela noite com uma carga mais leve e menos dolorosa. Centenas de mulheres da aldeia carregam suas cargas em grandes cidades todos os dias, de cidades como Monufiya, uma distância de 151 km, e Tanta, 132 km de distância. Cada mulher transporta mais de 100 quilos de bens como queijo, leite e manteiga.
Mesmo que as mulheres sofram, seus trabalhos estão fornecendo os meios para educar seus filhos e dar-lhes uma vida melhor.
Esta é a esperança escondida dentro das dobras do sofrimento.

Para conhecer o ensaio completo e mais do trabalho da fotógrafa: 
WOMEN OF VILLAGES
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HICHAM GARDAF

Intersections - Intersecções

Nos últimos dez anos, Marrocos passou por uma extensa transformação urbana e sociocultural. Projetos de desenvolvimento sem precedentes de moradias, shoppings e projetos imobiliários em torno dos subúrbios das grandes cidades foram empreendidos com velocidade notável. Este projeto explora franjas e fronteiras urbanas, onde a coexistência da sociedade contemporânea com a natureza é melhor caracterizada pelo constante empurrão de Espaço urbano na terra.
Além dessa evolução / transformação física, há a dimensão invisível da transformação cultural. Este projecto enquadra as intersecções entre a terra primitiva e o espaço urbano, a modernidade ea tradição ea consequente redefinição da identidade marroquina.

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Para conhecer o ensaio completo e mais do trabalho do fotógrafo:
INTERSECTIONS - INTERSECÇÕES
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JUANITA ESCOBAR

LLANO

Fotógrafa autodidata, o seu trabalho com a fotografia documental é inclinado para o ser humano em relação ao ambiente, para a natureza em todas as suas manifestações. Seu trabalho mais importante foi realizado nas Planícies do Estado de Casanare (Colômbia), onde mantém fortes raízes.

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LLANO
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KEVIN FAINGNAERT

CATCH

Uma série sobre o pequeno mundo da luta profissional na Bélgica. 

Para conhecer o ensaio completo e mais do trabalho do fotógrafo:
CATCH    
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MICHAEL VINCE KIM

Aenikkaeng - Agave mexicano

Em 1905, cerca de 1.000 coreanos chegaram ao México a bordo do SS Ilford. Partiram de um país empobrecido buscando prosperidade em uma terra paradisíaca. No entanto, uma vez que chegaram a Yucatán, eles foram vendidos como empregados contratados.

Eles estavam preparados para trabalhar em plantações de Henequen em condições difíceis, colhendo um agave conhecido como ouro verde de Yucatán. Eles trabalharam lado a lado com os maias locais, muitas vezes aprendendo a língua maia ao invés do espanhol de seus mestres, e muitos se casaram com os maias. No momento em o contrato de trabalho terminou em 1910, a Coréia já havia sido incorporada ao Império japonês. Sem pátria para retornar, eles decidiram ficar no México. Alguns passaram a buscar trabalho em outros lugares do México e em Cuba.

A partir de histórias contadas pelos descendentes de trabalhadores coreanos de Henequen no México e em Cuba, o projeto é um relato poético de suas memórias.

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AENIKKAENG 
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MOJGAN GHANBARI

Zanan

O projeto, intitulado de Zanan - uma palavra persa que significa Mulher, vem como uma resposta para a maneira como mulheres iranianas são retratadas para fora do seu país. Durante 20 anos as imagens que saem do Irã retratam mulheres veladas e oprimidas, uma percepção estereotipada pela mídia. Mojgan, sendo uma mulher iraniana e observando como a realidade em seu país vai muito além dessa imagem, documentou a identidade feminina no Irã hoje a partir de tradições antigas, modernas e religião. 

Para conhecer o ensaio completo e mais do trabalho da fotógrafa:
ZANAN
MOJGAN GHANBARI    


REBECKA UHLIN

The Marriage (2011-present) - O casamento

Esse projeto reflete a relação entre uma neta e seus avós, casados há 59 anos. Quando pequena, Rebecka era fotografada por seu avô no antigo estúdio de retrato que possuía. A casa de seus avós era o lugar preferido da neta, “havia segurança lá”, diz ela. Hoje, Rebecka mora com eles e o que lhe instiga é descobrir o que acontece com a individualidade de uma pessoa depois de viver uma vida inteira em união.

Para conhecer o ensaio completo e mais do trabalho da fotógrafa:
THE MARRIAGE  
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SHADMAN SHAHID

AJNA

"A palavra Ajna é sânscrito, significando o olho que se usa para ver o imaterial. Observar o que é sem forma. Minha história é sobre explorar a própria existência. Uma tentativa de encontrar as respostas para as perguntas de por que e quem. É minha jornada pessoal rumo ao cumprimento.

Não tenho certeza se minha história se baseia completamente no irreal ou fantástico. Eu gostaria de pensar que existe alguma forma de realidade na história. Os assuntos com os quais eu lido existem e a maneira como sua existência é expressa para mim é real. Os lugares que descrevo ou os personagens que retratam existem em mitologias e em livros de simbolismo. Eles também existem em minha mente."

Para conhecer o ensaio completo e mais do trabalho do fotógrafo:
AJNA  
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