Fotógrafa do R.U.A está entre as 34 fotojornalistas selecionadas pela TIME

Ter um reconhecimento, seja ele qual for, faz com que tenhamos mais certeza de que estamos no caminho certo. Mas nunca de que chegamos. A estrada é longa e talvez nunca tenha um fim. Talvez, cada vez mais apareçam inúmeras curvas, pedras e bifurcações nessa estrada. O jeito é seguir fazendo o que sentimos que deve ser feito. Intuição.

Sincronicidade. Portas que se abrem e que você entra. Foi assim que vivi os últimos meses da minha vida. Fiz novos amigos, mudei de cidade, comecei a andar de bicicleta, encontrei um amor, voltei para a minha cidade e entrei nas portas que senti que deveria. Também chorei. E muito. 

Quanto mais ia e entrava para o meu mais íntimo eu, queria fugir.  Algumas eu fui, outras fiquei e hoje estou aqui, olhando um pouco para o meu barco e não conseguindo mais ver o seu limite. A fotografia me leva a lugares inimagináveis, dentro e fora de mim. Quero continuar a viajar para dentro. 

 E para fora, levando pessoas pelo caminho. Ser pessoas pelo caminho. Estar com pessoas pelo caminho. Meu sonho é contar histórias. Histórias que ficam escondidas. Histórias que precisam ser contadas. Mas para que servem as histórias? 

 Pra que a gente nunca perca a vontade de lutar, porque vai ter sempre alguém que precisa ouvir. Pra que as guerras não sejam esquecidas. 

 Pra que as mulheres não sejam violentadas. Pra que mais vidas, enfim, possam ser salvas. 
Parece um sonho, não é mesmo? Mas quem disse que a vida não é?

E se você não sabe do que estamos falando é só clicar nesse link da TIME