Ensaio Coletivo

ALERTA, ALERTA ANTIFASCISTA 

Anarquistas e comunistas, sem nenhuma bandeira de partido político da esquerda institucional, se reuniram no ultimo dia (30) na já tradicional Marcha Antifascista, realizada todos os anos no centro de São Paulo.

Desta vez, a ação coordenada por diferentes grupos foi feita de forma simultânea em diversas capitais do país.

Com o avanço do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, liderado por setores mais conservadores da sociedade, não faltou discurso contra o chamado golpe.

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Mas o mais importante foi registrado: como o jogo político institucional afeta diretamente a população mais pobre. O ato, que começou com concentração na Praça da Sé no final da tarde, carregava críticas contra o governo Dilma, mas principalmente contra os “protagonistas do impeachment”. No microfone, Lúcia Skromov, que foi torturada durante a ditadura militar pelo Coronel Ustra — aquele que foi homenageado pelo deputado Jair Bolsonaro — , discursou sobre o risco que existe com o impeachment de Dilma, no que ele representa como avanço da direita.

"E quem pensar, que não será cobrado por seus atos e opiniões, estará sendo ingênuo, porque a direita não perdoa." concluia Lucia.

Apesar dos manifestantes considerarem o governo de Dilma Rousseff como um verdadeiro “mar de retrocessos”, o processo de impeachment da presidenta acabaria resultando em uma gestão política liderada por setores conservadores, que teriam como objetivo aplicar uma agenda de austeridade mais radical do que a gerenciada por Dilma desde o ano passado.

Pior do que isso, essa nova agenda política de um eventual governo Michel Temer acabaria resultando no fortalecimento da extrema-direita, encabeçada pelo deputado Jair Bolsonaro e pela chamada “Bancada BBB”, com os setores armamentistas, evangélicos e do agronegócio.

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