Secundaristas nas ruas de São Paulo

A onda de protestos no Brasil continua.
Ontem, 29 de março, estudantes da rede estadual de ensino marcharam pela cidade de São Paulo para protestar contra a reestruturação das escolas e os desvios de verba da merenda escolar.

O grupo saiu da Avenida Paulista e foi até a Assembleia Legislativa. Na porta da Alesp os estudantes nos deram uma aula de democracia. Sentaram-se e, sob os olhos da imprensa e da polícia militar, realizaram uma assembleia para decidir o que fazer. Qualquer um que tivesse uma proposta se levantava e a defendia. Esse processo de diálogo foi o modus operandi incrível que se seguiu com a PM, a CET e aos trabalhadores que ficaram presos no trânsito. Mesmo sendo jovens entenderam o processo do diálogo democrático, que nem sempre é fácil e nunca é rápido, mas perceberam que é a melhor solução.

Conseguiram adentrar a plenária da Assembleia, fizeram os deputados ouvi-los, conseguiram apoio e seguiram caminho. Chegando novamente a Avenida Paulista houve uma tensão entre os jovens estudantes e o acampamento pró impeachment da Fiesp. A agressão física contra crianças, por menor que tenha sido, é injustificável. A mais célebre avenida de São Paulo transformou-se no que os brasileiros vivem hoje: Uma enorme polarização, muitos vezes por questões emocionais. Um protesto que crítica o Governo do Estado de São Paulo e o Governo Federal em primeira vista não seria alvo de um protesto pró impeachment. Fato é que as pessoas estão se vendo obrigadas a escolher um lado ou outro.

Esperamos que a razão passe a tomar conta de nossas cabeças e que fiquemos livres da ansiedade coletiva. Um próximo ato foi marcado. Assista como foi a marcha dos secundaristas.