Visita para o Jantar - 4º Ato MPL

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Eram aproximadamente 17 horas da tarde de uma terça feira, fria, de verão com cara de inverno. A concentração do 4º ato contra o aumento das tarifas de transporte já estava efervescente. Haviam manifestantes por todo o espaço entre o cruzamento das avenidas Rebouças e Faria Lima. Havia muita polícia, dando a impressão de que uma guerra iria acontecer em alguns instantes. De repente um corre-corre. A polícia prendeu dois manifestantes, um deles estava com um martelo na mochila. Os dois foram levados para o DP, o qual a polícia não informou. Enfim os dois atos saíram com destinos diferentes, Palácio dos Bandeirantes e Prefeitura de SP, ou como os manifestantes disseram no "Jogral", sentido aos amigos dos empresários dos ônibus. Durante todo o trajeto a tranquilidade reinou. Tanto no ato que seguia para o Palácio como no ato que seguiria para Prefeitura.

De repente estávamos no metrô da Praça da República e já passavam das 21hs. O metrô fechado e muito trabalhador revoltado reagiu pulando as grades da estação, chutando portões e alguns ainda resolveram fechar a avenida Ipiranga pedindo a reabertura do metrô. Por fim...BUM! Sim, a polícia fez o seu papel de repressora e atacou quem queria ir pra casa depois de um dia de trabalho exaustivo com bombas de efeito moral. Mas aí o ato ainda chegaria no outro metrô, Anhangabaú e no caminho, fogo, muito fogo deixado por sei lá quem, manifestantes? Moradores de rua? Polícia?

Ninguém sabe. Lá no Anhangabaú teve mais confusão, gritaria e mais polícia. Dessa vez os protagonistas eram os cassetetes. Bombas mesmo, só na mão pra dar aquela intimidada peculiar. Isso me remete ao dia em que a ROTA resolveu aparecer no 2º ato na Paulista. Que dia. O dia do massacre que, segundo o Secretário de segurança pública, foi normal, normal a ação da polícia. Mas é claro que foi normal, é isso que eles estão mais do que acostumados a fazer. Massacrar pessoas que não podem se defender, matar os pobres nas periferias e humilhar pais e mães de família.

E quem chegou ao Palácio dos Bandeirantes foi recepcionado por um aparato gigantesco da policia militar, que esperava os manifestantes. Porém diferente de outros atos, esse acabou sem maiores complicações, os manifestantes aos poucos foram se dispersando indo em direção a pontos de ônibus e a estação Morumbi da CPTM. Lá chegando, os manifestantes aderiram uma nova tática, já usada no 3º ato pelos manifestantes que foram para a estação Butantã: sentaram na porta da estação e continuaram com seus gritos de ordem pedindo passe livre.

Em menos de 15 minutos a direção da estação conversou com a liderança do movimento e autorizou a passagem de todos os manifestantes. Passe Livre!!!!