É 7 de setembro. Dia de comemorar a festa da independência do Brasil. Independência?

Enquanto o nosso exército vai às ruas com o seu melhor armamento, com a farda mais bonita e o treinamento impecável, os nossos excluídos também vão às ruas para criticar o governo que ajudaram a eleger. Diante de falsas promessas, o ajuste fiscal acaba por pressionar a mais frágil das classes: a classe trabalhadora.

Estávamos em São Paulo, Rio de Janeiro e Campos de Goytacazes, interior do RJ. Nas duas grandes capitais o Grito dos Excluídos fez ressonar a voz do povo. Na capital paulista, mesmo embaixo de chuva, mais de 10 mil pessoas marcharam e gritaram por direitos mínimos como moradia, saúde e educação. Além de repugnar as injustiças orquestradas pelo Ministro Joaquim Levy e o Deputado Federal Eduardo Cunha, considerados uma ameaça à democracia.

Na capital carioca entre os manifestantes estavam movimentos de luta por moradia, partidos políticos e movimentos sociais. O grito era de revolta. “Como podemos celebrar a independência quando ainda se luta por moradia?”. A polícia militar acompanhou o ato e não houve nenhum incidente.