Brava Companhia de Teatro

Este lado Para Cima

A Brava Companhia de Teatro apresentou na noite desta sexta feira (31), o espetáculo Este Lado Para Cima. A encenação conta a história de uma sociedade que cresce a margem do progresso desenfreado, onde assim como na sociedade atual, só existe e se mantem pelo trabalho das classes mais pobres. O espetáculo tem trilha sonora orgânica feita pelos próprios atores.

A Brava existe desde 1998 e hoje conta com 11 integrantes. A sede fica no bairro Parque Santo Antônio, no espaço chamado Sacolão das Artes no Jd. São Luis na zona sul da capital.
O Espetáculo Este Lado Para Cima foi criado a partir de uma pesquisa/investigação sobre o mundo do trabalho. Dessa pesquisa saíram duas peças uma para ser apresentada em espaços fechados e outra com a intenção de ser apresentada na rua, como uma intervenção política no espaço público.

A base da pesquisa é o livro Sociedade do Espetáculo do escritor francês Guy Debord. Além de todo o trabalho de pesquisa, houve um sério aprofundamento na teoria Marxista durante a construção do espetáculo que acontece nos moldes das intervenções de Agitprop - termo que sintetiza a expressão agitação e propaganda.
Segundo Ademir de Almeida, um dos diretores da peça, a ideia era criar algum tipo de distúrbio na rua, por que hoje ela vem sendo usada como espaço de circulação de mercadorias, o que traz uma visão de que a rua está privatizada.

Ela, a rua, não é entendida hoje como espaço público, mas como espaço privado por onde circula a riqueza. A intenção da peça é interferir nesse espaço público.

O espetáculo Este Lado Para Cima é voltado para interação com as pessoas em grandes centros urbanos. A estética é voltada para o contexto das manifestação de rua, uma mistura de visual punk e militar.
Em suas apresentações são constantemente confundidos com a polícia por conta do figurino. É um espetáculo dinâmico com bombas e coquetéis molotov em cena.

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